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Um personagem bastante conhecido seja por frequentadores das religiões de Matrizes Africanas onde atua como entidade, por sua notável malandragem, Seu Zé tem sua imagem reconhecida como um ícone, um representante, o verdadeiro estereótipo do malandro, ou porque não dizer, da malandragem brasileira e mais especificamente, carioca. Trata-se de uma corrente que, de uma forma ou de outra, permeia o imaginário popular da cultura brasileira e portanto carrega suas egrégoras tanto como outras.
Seu Zé tem uma tremenda elegância e competência, mesmo sendo negro (levando em consideração que, para a época em que os negros e brancos viviam praticamente isolados, apesar da existência de uma numerosa população mestiça nas grandes cidades brasileiras, e que desse abismo social implicava também uma grande divisão financeira de classe social). É como se a figura do Seu Zé torna-se representativa da própria dignidade do negro, deixando para trás a ideia de um negro “arrasta-pé”, maltrapilho ou simples trabalhador braçal.
Por isso, usaremos este blog para que de maneira bem simples, coloquemos todas as formas de seu Zé Pilintra, e de tantas manifestações das Religiões de Matrizes Africanas.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

BANDA DA SAPUCAIA 2011

O Carnaval de rua em Piracicaba terá inicio no dia 26 de fevererio de 2011 com a tradicional Banda da Sapucaia. Dezenas de blocos e foliões descem a rua Moraes Barros a partir das 18 horas. Famílias, amigos, crianças e até bebês se divertem ao som de trios elétricos que tem a concentração na praça Bonga e Daniel,terá início às 15 horas.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Chico Buarque da Mangueira – A Ópera que o malandro é!

chico_04 Talvez nem ele nem ninguém tenha conseguido descrever O Malandro. A questão é que a palavra já nos remete a algo negativo, sem romance. Alguém acredita nisto? É tudo mentira; o malandro sempre foi uma palavra que exerce certo fascínio, é diferente do vagabundo. O malandro é sinônimo de sucesso com a mulherada, o que a geração “cool” de hoje chama até mesmo de personagem “Cult”, e a de ontem chamava de descolado. Prefiro dizer que Chico é “O CARA”, como uma só palavra. Tudo que envolve o romance da malandragem voltou à moda. O samba, a Lapa, o charme, a flexibilidade, talvez a Navalha tenha sido o único item que ficou démodé, mas eu re-lançaria a moda se fizesse barba.
000001 No sambinha “Lenço no pescoço”, de Wilson Batista, mais conhecido por todos por ter sido cantado por Sílvio Caldas, já em 1933 definia:
Meu chapéu do lado / Tamanco arrastando / Lenço no pescoço / Navalha no bolso / Eu passo gingando / Provoco e desafio / Eu tenho orgulho / Em ser tão vadio. / Sei que eles falam / Deste meu proceder / Eu vejo quem trabalha / Andar no miserê / Eu sou vadio / Porque tive inclinação / Eu me lembro, era criança / Tirava samba-canção
imageAcho que esta visão ainda era a de 33, o malandro a que me refiro é o de anos depois, aquele retratado em 2008 pelo Salgueiro, um malandro mais Rei da Boemia, Carioca, da Lapa. O samba chega a tratá-lo como um patrimônio cultural, mas o ponto alto é que ele é banhado de alegria, tira onda, dá um jeito e a vida é o carnaval. A bateria perfeita, arrebentou a Sapucaí cheia de 10 e uma paradinha com gingado, pra lá de malandro. E talvez este tenha sido o inspirador da Ópera do Malandro.
A questão é que Chico exerce este fascínio. Confesso que demorei a entender o Samba da Estação Primeira de Mangueira de 1998.
“É O CHICO DAS ARTES… O GÊNIO
POETA BUARQUE… BOÊMIO
A VIDA NO PALCO TEATRO E CINEMA
MALANDRO SAMBISTA CARIOCA DA GEMA“
chicomang MALANDRO SAMBISTA? OK, Chico é um sambista entre muitas coisas. Mas malandro? “Garoto da Zona Sul”, filho de pai intelectual, cosmopolita, poliglota. Será que não vi algo em Chico? As coisas começaram a fazer sentido, quando eu estava fora do país e ao sair com uma amiga, ela disse: Rafael, quem é este sujeito cantando? Ele não canta nada! CALMA AÍ… COMO ASSIM? É o Chico Buarque, sou fã do cara, você está ouvindo Construção, uma das maiores obras dele, Cotidiano. Mas aí caiu a ficha, Chico Buarque é um cantor fraco, não tem voz. Mas quem está aí para a voz do cara. A gente gosta é da letra, da música, do violão, do charme, da malandragem, a voz é um mero detalhe. E nisto comecei a ver a malandragem de Chico e resolvi ler mais sobre ele.
chicoviniciustom Chico teve a vida de um garoto longe dos problemas que fazem alguém ser malandro, estudou em bons colégios, morou na Itália, conviveu com intelectuais, poetas como Vinicius de Moraes. Mas a vida dele sempre teve carnaval, e logo veio a malandragem. A primeira aparição do Chico Buarque na imprensa não foi por alguma crônica interessante ou alguma poesia singular, foi por ter furtado um automóvel junto com um amigo para curtir a madrugada paulistana. Chico fora chamado de pivete nas manchetes dos jornais. Talvez ali, as pessoas que leram fizeram pré-julgamentos a respeito daquele “pequeno delinqüente”. Ninguém esperava que naquele ladrãozinho de carro, tinha mais que um malandro, mas um gênio na arte de ser isto.
chico e morenaUma das maiores habilidades do malandro está na flexibilidade. Este é o quesito que Chico domina. Outra importante marca é a fascinação que exerce sobre o sexo oposto. Chico é impressionante neste ponto. Longe de ser um garotão, o malandro que fará 64 anos de idade, é um intelectual, poeta, um cara calmo, e, é claro, tem a qualidade mor do malandro: um charme incontestável pela mulherada. Esta mistura, faz com que meninas já aos 15 anos de idade, comecem a literalmente babar por ele. E ainda depois da separação, Chico é um “senhor solteirão”, dos mais cobiçados. Até mesmo sua traição estampada nos jornais e revistas sensacionalistas, teve charme, as mulheres suspiraram, queriam estar no lugar da nobre-desconhecida-amante. O malandro deu glamour até na pulada de cerca, Chico foi malandragem em cima de malandragem.
A poesia, as crônicas, as marchinhas, as músicas, os livros, as peças de teatro, as participações no cinema, até no futebol, descobri que com tanta coisa, nem sei mais dizer no que Chico é bom ou ruim, ele foi malandro a ponto de me enganar sobre ser uma grande voz. Chico conseguiu com sua malandragem, tirar proveito até do exílio. Foram viagens, parcerias, novas idéias e ideais. Nesta época Chico com elegância ímpar, dava “porrada” de mão aberta na ditadura. O objetivo era não deixar marcas. Genialidade, malandragem?
Chico sempre esteve lado a lado com a Estação Primeira. Participou, ajudou, frequentou, citou, fez a parte dele muito bem e até hoje, mostra seu lado verde-rosa. Sempre declarou que cantar Mangueira é uma honra para ele. E a Manga respondeu à altura: Chico foi sinopse de sobra para o carnaval de 1998. O malandro que é uma ópera com todos os atos, tinha prestígio para ser homenageado em vida, um prazer para poucos. Não satisfeito com isto, o enredo contou tanta história, que acabamos campeões. Um carnaval malandro, com política, artes de todos os tipos, um gingado delicioso e um dois mais simpáticos refrões que a Sapucaí ouviu.
http://odia.terra.com.br/blog/sambaderede/images/marco_2008/Mulheres-de-Chico%20-%20val.JPGAgora, Chico está, como bom malandro, cercado de mulheres. Tem um bloco em sua homenagem, o concorrido “Mulheres de Chico” que desfila no Leblon na noite do sábado de carnaval. Na bateria, mais de 30 mulheres (belas) entre 25 e 35 anos! Chico está bem? Não, Chico está ótimo. TODAS as meninas tocam no bloco por serem apaixonadas por ele, mesmo com o dobro da idade. Um dos DVDs mais disputados das lojas, “Mulheres de Holanda ao vivo”, não é preciso nem falar, não é? É uma mistura de Teatro, Musical, Poesia, Show, malandragem, tudo feito por mulheres. Chico encanta e mesmo assim continua Low Profile. É o charme de quem sabe como tocar a alma feminina e de todos que admiram suas obras. A malandragem de Chico sabe que tem muito a aprender com a malandragem da Manga, uma dupla sinérgica que é um sucesso até hoje.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O Carnaval de rua em Piracicaba terá inicio no dia 26 de fevererio de 2011 com a tradicional Banda da Sapucaia. Dezenas de blocos e foliões descem a rua Moraes Barros a partir das 18 horas. Famílias, amigos, crianças e até bebês se divertem ao som de trios elétricos que tem a concentração na praça Bonga e Daniel,teve início às 15 horas.

No Carnaval de 2011, o Bloco "SEO" ZÉ, será homenageado por foliões Piracicabanos e de toda Região, na Banda da Sapucaia!!!!

SALVE "SEO" ZÉ PILINTRA

Personagem bastante conhecido seja por freqüentadores das religiões onde atua como entidade,  por sua notável malandragem, Seu Zé tem sua imagem reconhecida como um ícone, um representante, o verdadeiro estereótipo do malandro, ou porque não dizer, da malandragem brasileira e mais especificamente, carioca. Trata-se de uma corrente que, de uma forma ou de outra, permeia o imaginário popular da cultura brasileira e, portanto, carrega suas egrégoras tanto como outras.
Um do seu maior destaque está justamente no fato do Seu Zé ter uma tremenda elegância e competência, mesmo sendo negro (levando em consideração que, para a época em que os negros e brancos viviam praticamente isolados, apesar da existência de uma numerosa população mestiça nas grandes cidades brasileiras, e que desse abismo social implicava também uma grande divisão financeira de classe social). É como se a figura do Seu Zé torna-se representativa da própria dignidade do negro, deixando para trás a idéia de um negro “arrasta-pé”, maltrapilho ou simples trabalhador braçal.
Em sua origem, Seu Zé torna-se famoso primeiramente no Nordeste… Primeiro como freqüentador dos catimbós e, depois como entidade dessa religião. Vale destacar aqui que o Catimbó está inserido no quadro das religiões populares do Norte e Nordeste e traz consigo a relação com a pajelança indígena e os candomblés de caboclo muito difundidos na Bahia.
Conta-se que ainda jovem era um caboclo violento que brigava por qualquer coisa mesmo sem ter razão. Sua fama de “erveiro” vem também do Nordeste. Seria capaz de receitar chás medicinais para a cura de qualquer mal, benzer e quebrar feitiços dos seus consulentes. De acordo com Ligiéro (2004), Seu Zé migra para o Rio de janeiro onde se torna nas primeiras três décadas do século XX um famoso malandro na zona boêmia carioca, a região da Lapa, Estácio, Gamboa e zona portuária. Segundo relatos históricos Seu Zé era grande jogador, amante das prostitutas e inveterado boêmio.
zepelintra
Contudo, há outra história que conta que Seu Zé teria nascido no povoado de Bodocó, sertão pernambucano próximo a cidadezinha que leva o nome de Exu, à qual segundo o próprio Zé Pilintra quando manifestado numa mesa de catimbó, foi batizada com este nome em sua homenagem, já que sua família era daquela região antes mesmo de se tornar cidade. Fugindo da terrível seca de meados do século passado que abatia todo o sertão, a família do então “José dos Santos” rumou para a Capital Recife em busca de uma vida melhor, mas o destino lhe pregou uma preça que culminou com a morte da mãe, antes mesmo que o menino Zé completasse 3 anos. Logo em seguida, morreria seu pai de tuberculose.
José então ficou orfão e teve que enfrentar o mundo juntamente com seus sete irmãos menores. Cresceu no meio da malandragem, dormindo no cais do porto e sendo menino de recados de prostitutas. Sua estatura alta e forte granjeou-lhe respeito no meio da malandragem. Conta-se que, certa vez, Zezinho, como também era conhecido, teve que enfrentar cinco policiais numa briga no cabará da Jovelina, no bairro de Casa Amarela. Um dos soldados recebeu um corte de peixeira no rosto que decepou-lhe o nariz e parte da boca. Doze tiros foram disparados contra Zezinho, mas nenhum deles o atingiu. Diziam que ele tinha o corpo fechado. Antes que chegassem reforços, Zezinho já tinha fugido ileso, indo se esconder na casa do coronel Laranjeira, um poderoso usineiro pernambucano, protetor do rapazote e família. Em decorrência deste episódio, Zezinho ganhou o apelido de Zé Pilintra Valentão, nome esse dado pelos próprios soldados da polícia pernambucana. Pilintra significa pilantra, malandro, janota etc. Assim, entre trancos e barrancos, Seu Zé consegue fazer fama na cidade de Recife e criar seus irmãos até a maior idade.
Quanto a sua morte, autores descordam sobre como esta teria acontecido. Afirma-se que ele poderia ter sido assassinado por uma mulher, um antigo desafeto, ou por outro malandro igualmente perigoso. Porém, o consenso entre todas essas hipóteses é de que fora atacado pelas costas, uma vez que pela frente, afirmam, o homem era imbatível.
Para Zé Pelintra a morte representou “um momento de transição e de continuidade”, afirma Ligiéro, e passa a ser assim, incorporado à Umbanda e ao Catimbó. Todavia, a principal história que seu Zé Pelintra quer escrever, é a da caridade, tanto aquela que ele dedicou aos seus entes queridos e pares de sangue, como também àqueles em que deveu um auxílio e apoio mútuo quando em vida. É assim que seu Zé Pelintra, hoje ao lado do espírito dos seus irmãos e irmãs em vida, formaram uma bela Falange de malandros de luz, que vêm ajudar aqueles que necessitam.

A Malandragem!!!!!

Os malandros têm como principal característica de identificação, a malandragem, o amor pela noite, pela música, pelo jogo, pela boemia e uma atração pelas mulheres(principalmente pelas prostitutas, mulheres da noite, etc...). Isso quer dizer que em vários lugares de culturas e características regionais completamente diferentes, sempre haverá um malandro. O malandro de Pernambuco, dança côco, xaxado, passa a noite inteira no forró; no Rio de Janeiro ele vive na Lapa, gosta de samba e passa suas noites na gafieira. Atitudes regionais bem diferentes, mas que marcam exatamente a figura do malandro.
No Rio de Janeiro aproximou-se do arquétipo do antigo malandro da Lapa, contado em histórias, músicas e peças de teatro. Alguns quando se manifestam se vestem a caráter. Terno e gravata brancos. Mas a maioria, gosta mesmo é de roupas leves, camisas de seda, e justificam o gosto lembrando que: “a seda, a navalha não corta”. Navalha esta que levavam no bolso, e quando brigavam, jogavam capoeira (rabos-de-arraia, pernadas), às vezes arrancavam os sapatos e prendiam a navalha entre os dedos do pé, visando atingir o inimigo. Bebem de tudo, da Cachaça ao Whisky, fumam na maioria das vezes cigarros, mas utilizam também o charuto. São cordiais, alegres, dançam a maior parte do tempo quando se apresentam, usam chapéus ao estilo Panamá.
Podem se envolver com qualquer tipo de assunto e têm capacidade espiritual bastante elevada para resolvê-los, podem curar, desamarrar, desmanchar, como podem proteger e abrir caminhos. Têm sempre grandes amigos entre os que os vão visitar em suas sessões ou festas.
História de Zé PilintraJosé dos Anjos, nascido no interior de Pernambuco, era um negro forte e ágil, grande jogador e bebedor, mulherengo e brigão. Manejava uma faca como ninguém, e enfrentá-lo numa briga era o mesmo que assinar o atestado de óbito. Os policiais já sabiam do perigo que ele representava. Dificilmente encaravam-no sózinhos, sempre em grupo e mesmo assim não tinham a certeza de não saírem bastante prejudicados das pendengas em que se envolviam.
Não era mal de coração, muito pelo contrário, era bondoso, principalmente com as mulheres, as quais tratava como rainhas.
Sua vida era a noite. Sua alegria, as cartas, os dadinhos a bebida, a farra, as mulheres e por que não, as brigas. Jogava para ganhar, mas não gostava de enganar os incautos, estes sempre dispensava, mandava embora, mesmo que precisasse dar uns cascudos neles. Mas ao contrário, aos falsos espertos, os que se achavam mais capazes no manuseio das cartas e dos dados, a estes enganava o quanto podia e os considerava os verdadeiros otários. Incentivava-os ao jogo, perdendo de propósito quando as apostas ainda eram baixas e os limpando completamente ao final das partidas. Isso bebendo aguardente, cerveja, vermouth, e outros alcoólicos que aparecessem.
Para quem não conheçe a Banda da Sapucaia é um Bloco Carnavalesco há mais de 10 anos em Piracicaba.....é o evento que abre o carnaval Piracicabano, neste ano de 2011, entre tantos outros Blocos carnavelescos teremos Bloco para homenagear esta garnde personalidade que é Zé Pilintra.

Encomende sua Camisa e seu chapeu de lado para juntos descermos com a Banda da Sapucaia a Rua Moraes Barros!!!!

Estaremos na concentração da Banda da Sapucaia a partir das 14h00 e sairemos as 18h00 junto com a Banda da Sapucaia, vem com a gente, carnaval e folia é "SEO" Zé na SAPUCAIA 2011.

Vem ai Bloco do SEO ZÉ na SAPUCAIA 2011

Em fevereiro, estaremos com o Bloco do SEO ZÉ, será o 1º anos do Bloco na Banda da Sapucaia em Homenagem a Zé Pilintra.
Conto com todos os amigos e amigas

Salve seu Zé.......

asé!!!!